"....Quase como o Ulisses de Homero, muitas profissões foram seduzidas, nos últimos
anos, pelas encantantes melodias das novas tecnologias da comunicação e da informação.
Nos primeiros anos da década de 90, foram os profissionais da informática, fascinados pelas
perspectivas de riqueza instantânea e pela indubitável aura de sabedoria. Depois, foi a vez
do comércio eletrônico e da “nova economia”, que embalaram sonhos de executivos e
administradores e prometiam a completa transformação do mundo dos negócios....
Mas... as sereias não brincam. Elas têm fome e finalmente mostraram a que vieram:
devoraram, mastigaram, deglutiram sem piedade os web-designers, executivos e jornalistas.
A bolha estourou, centenas de bilhões de dólares viraram poeira e... o sonho aparentemente
acabou. Redescobrimos, duramente, algumas coisas que muitos acreditavam ultrapassadas.
Em primeiro lugar, ainda gostamos, e com boas razões, de sair para fazer compras ou
sentar calmamente para ler um jornal de papel. Há outras dimensões nessas duas atividades
que não a simples minimização de custos e tempo. Em segundo lugar, os “serviços grátis”
eram, primordialmente, uma estratégia de marketing...Finalmente, vimos que as pessoas não
querem (e não devem) passar as vinte e quatro horas do dia navegando na internet: há
outras finalidades (bem mais interessantes) na existência humana....
.....Portanto, não basta introduzir tecnologias – é fundamental pensar em como elas são
disponibilizadas, como seu uso pode efetivamente desafiar as estruturas existentes em vez
de reforçá-las...."
Ao ler o texto na íntegra vamos refletindo sobre o papel da tecnologia na educação, a inovação repentina e quase que diária das novas tecnologias frente a todo o sistema educacional.
O maior questionamento é a educação online funciona? Como utilizar a internet como parceira de uma aprendizagem colaborativa e inovadora?
Os autores Paulo Blikstein e Marcelo Knorich buscam na aventura do personagem Ulisses em Odisséia, quando este pede para ser amarrado ao mastro do seu navio para ouvir os irresistíveis cantos das sereias, para ilustrar a situação do ser humano ao se deixar encantar pelas novidades das novas tecnologias da comunicação e da informação numa euforia inicial, como se estas resolvessem todos os problemas.
Fazem ainda uma abordagem ao paradigma da educação tradicional como grande influenciadora de todas as formas de se fazer educação, em todos os tempos, inclusive da educação à distância. Evidenciando desta, os pontos positivos e principalmente os pontos negativos, no que se refere à situação das universidades, cujas atividades intelectuais tendem a se converter em capitais intelectuais e professores podem sujeitos a pressões devido ao processo de mudança tecnológica; onde os cursos e materiais didáticos que eram atividade docente passam a ser vistos como produtos comerciais do mercado, comprometendo assim, a autoria. E finalmente mostram a necessidade que temos de aproveitar os recursos tecnológicos de forma criativa e produtiva e não apenas como forma de transmitir conhecimentos. A importância das inovações e do uso que nós professores fazemos delas
Vale a pena conhecer e refletir sobre o tema....